quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Transcrição da pregação de Michelle Moran durante o ENF 2015

O Batismo no Espírito Santo como experiência fundante Transcrição, na íntegra, da pregação de Michelle Moran, então presidente do ICCRS, feita durante o ENF 2015, em 22/01 na cidade de Aparecida/SP. É maravilhoso poder falar com vocês imediatamente após a fala do Papa. O Papa Francisco nos deu a direção e, agora, nós temos a responsabilidade de fazer isso acontecer. O Jubileu não é um ponto de chegada, mas é um momento para nós celebrarmos. E todos vocês, como líderes, têm uma responsabilidade: Quem vocês vão levar junto com vocês para o Jubileu? Não se trata de nós juntos fazermos uma festa, mas se trata de um mundo conhecer a obra transformadora de vidas que o Espírito Santo realiza. Todos nós temos um trabalho a fazer, portanto. Uma das coisas que eu faço como parte da minha responsabilidade, eu tenho a oportunidade de me encontrar com o Santo Padre com frequência, e todas as vezes em que eu me encontro com o Santo Padre, eu quero que vocês saibam que levo toda a Renovação Carismática do mundo inteiro dentro do meu coração. Então vocês estão se encontrando com o Santo Padre com muita frequência. Nesta manhã, eu quero refletir com vocês sobre o coração da Renovação Carismática Católica que é a experiência do Batismo no Espírito Santo. Em Pentecostes de 2008, nós estávamos reunidos na praça de São Pedro e o Papa Bento XVI falou conosco muito claramente sobre o Batismo no Espírito Santo. E ele disse: “Que nós possamos redescobrir a graça de ser batizados no Espírito Santo. A alegria e a beleza de sermos batizados no Espírito Santo”. Vamos lembrar-nos do nosso Batismo e do nosso Crisma e vamos pedir à Maria para ter um novo Pentecostes para nós. Vamos difundir e espalhar a graça de Pentecostes para todo o mundo. Ele não estava falando só sobre a Renovação Carismática Católica e acho que temos que ouvir isso com nossos ouvidos muito abertos. Porque o que o Papa Bento estava fazendo era nos lembrar de que o Batismo no Espírito Santo não era só para os carismáticos, mas para toda a Igreja. Ele estava nos fazendo pensar sobre os Sacramentos do Batismo e do Crisma. Isso é uma coisa que nós carismáticos fazemos com frequência, nós nos lembramos da graça do Batismo e seguimos com a força do Sacramento do Crisma. Bento XVI estava nos lembrando de que nós temos que ficar em expectativa pelo novo derramamento do Espírito e estarmos prontos para nos mover de acordo com a direção do Espírito. Nessa ocasião em que vocês puderam ver no vídeo hoje de manhã, no estádio olímpico, no ano passado, o Papa Francisco falou muito claramente e, desta vez, para a Renovação Carismática Católica: “Eu espero que vocês partilhem com todos na Igreja a graça do Batismo no Espírito Santo”. “EU ESPERO QUE VOCÊS”. Quem se sente convidado com o Papa? Todos nós. E qual é a nossa tarefa? Partilhar com todos a graça do Batismo no Espírito Santo. Então eu poderia perguntar para vocês: “o que vocês fizeram até agora?”. Desde que o Santo Padre nos pediu para fazer isso, o que nós temos feito? Tenho certeza de que nós fizemos muitas coisas. Mas, esta manhã eu quero motivá-los para fazerem mais, buscarem mais. Isso resultou numa Renovação Carismática enfraquecida, sem visão e sem força. Tenho de certeza que isso não se aplica ao Brasil. Mas, que quero partilhar com vocês o que acontece em nossa família ao redor do mundo. Em algumas partes do mundo têm se dispendido muita energia na construção de estruturas, construindo estruturas e deixando que a parte organizacional tome um papel importante. Quero dizer para vocês que estruturas são importantes, mas o Santo Padre nos advertiu sobre o perigo da organização excessiva. A imagem que eu gosto de usar para descrever isso é: se nós pensarmos no Espírito Santo como fogo, eu já estive na Austrália muitas vezes, e, no verão, eles têm um grande problema com o fogo que pega na vegetação. Quando começa o incêndio, a madeira está muito seca e o fogo começa a se espalhar e gradualmente ele fica fora de controle. É muito perigoso, é caótico, é um grande problema. Sem as estruturas necessárias, quando as pessoas são batizadas no Espírito Santo e o fogo está queimando, esse fogo pode ser espalhar, mas também coisas caóticas podem acontecer. As pessoas podem acabar deixando a Igreja, acreditarem em heresias, fazendo a sua própria vontade em nome de Deus. Então, sim, nós precisamos das estruturas. Mas, se as estruturas forem muito pesadas, nós acabamos extinguindo o fogo. No ano passado, eu estive no Peru e nós fizemos lá nosso programa de treinamento de liderança. Numa noite, nós fizemos nossa oração fora, em torno de um campo de fogo. Nós nos reunimos em torno daquele fogo e, então, um dos homens daquele grupo. E agora eu não quero dizer que só os homens têm a tendência de super organizar as coisas, mas alguns dos homens disseram: “Vamos construir esse fogo”. Então eles começaram a colocar muitas toras de madeira sobre aquela fogueira e gradualmente o fogo ia se apagando. Daí uma pessoa disse: “É porque o fogo não consegue respirar”. Então eles abriram aqueles pedaços de madeira e houve uma ignição. Acho que isso é uma imagem muito boa de como devemos pastorear o Batismo no Espírito Santo. Sim, nós precisamos de estruturas. Com certeza, as pessoas precisam das lideranças, mas nós não precisamos controlar, nem conter o Espírito Santo, porque, se nós fizermos isso, nós vamos extinguir a graça da Renovação Carismática. Acho que vocês entenderam, aleluia! Em algumas partes do mundo, nós nos afastamos tanto do nosso fundamento, que as pessoas estão fazendo Seminários de Vida no Espírito, mas não estão sendo batizadas no Espírito Santo. Mas, eu me pergunto por quê? O Espírito Santo parou de agir? Não. O Espírito Santo se extinguiu, morreu? Não! Então,por que as pessoas não estão sendo batizadas no Espírito Santo? Talvez vocês possam responder essa pergunta para mim. Eu acho que isso tem a ver com o fato de que como líderes nós não temos sido fiéis ao nosso fundamento e nós não estamos nos movendo com aquela fé expectante que tínhamos no início. Nós temos que voltar à simplicidade do início da Renovação Carismática Católica. Existem alguns Grupos de Oração que eu visito e nem tenho certeza de que eles ainda são Grupos de Oração carismáticos. Tem pessoas cantando, dançando, talvez alguém até faça uma leitura da bíblia e as pessoas rezam. É um bom Grupo de Oração, mas não é um Grupo de Oração carismático. Nesses tempos em que estamos fazendo nossa jornada rumo ao Jubileu, nós temos que nós perguntar: “Nós somos carismáticos?”. Os nossos Grupos de Oração estão se movendo nos carismas? Nós estamos vendo coisas novas no Espírito? Nós estamos nos aprofundando em nossa vida de oração? Nós estamos sendo mais eficientes e eficazes em nossa evangelização? Estes todos são pontos importantes para nós refletirmos. Me lembro agora de Atos 19, quando Paulo chega em Éfeso, ele pergunta para as pessoas: “vocês receberam o Espírito Santo quando foram batizados?” e vocês lembram que as pessoas disseram: “nós nem sabíamos que tinha o Espírito Santo”. Penso que existem pessoas na Renovação Carismática Católica que não conhecem toda a dimensão da graça do Batismo no Espírito Santo. Meus amigos, nós temos uma grande tarefa para cumprir, nós temos que nos revigorar, refrescar. Nós temos que fazer com que nossos Grupos se tornem jovens novamente. Nós precisamos de um novo Pentecostes, para uma nova evangelização. Vamos voltar por um momento para o evento de Pentecostes em Atos 2. Lembrem que Pentecostes era uma festa judaica. Então eles se reuniam para celebrar essa festa que fazia memória das leis sendo dadas a Moisés no monte Sinai. Então nós temos que ler Atos 2 juntamente com Êxodo 19. Santo Agostinho, em uma de suas homilias, observou que se passaram 50 dias entre a saída do Egito e o recebimento das tábuas da lei no monte Sinai. Então, se passaram também 50 dias entre o sacrifício do cordeiro, Jesus Cristo, e o recebimento do Espírito na festa de Pentecostes. Agora que nós nos aproximamos do nosso 50º aniversário, penso que nós precisamos ficar em atitude de expectativa. Penso que nós podemos viver uma experiência nova com o Espírito Santo. A mensagem é a mesma no livro do Êxodo 19, 10, o Senhor disse: “preparem-se, aprontem-se”. Em Atos 1, 4, aos apóstolos é dito que eles devem esperar pela promessa do Pai. Hoje o Senhor diz para nós: “estejam preparados, aprontem-se, fiquem na expectativa, fiquem atentos à minha palavra”. Estejam preparados para mais daquilo que o Pai prometeu. No monte Sinai, houve uma manifestação de Deus. Trovões, raios, trombetas, fumaça, fogo, mas somente Moisés estava lá na montanha, ele estava acompanhado de Aarão e ele era o mediador entre o povo e Deus. Em Atos 2, Deus se manifesta. Há fogo, vento, a sala se move, mas não há mediador. O Espírito Santo diretamente repousa sobre cada pessoa. O Batismo no Espírito Santo é pessoal. Todos precisam de um Pentecostes pessoal. E o nosso Batismo no Espírito Santo nos permite viver agora toda a grandeza da graça do batismo. Se nós pudéssemos realmente entender isso, o mundo seria transformado. Deus, através do Espírito Santo, quer transformar o mundo através de mim e através de você. No dia de Pentecostes, a promessa de Deus foi cumprida: Joel 3, 1 – “Eu derramarei o meu Espírito sobre todos os seres humanos”. O Senhor derramou o seu Espírito. Amém? Onde Ele derramou o Espírito? Em mim, em você, em todo mundo. Nós temos que ajudar as pessoas a verem o que Deus fez. Nós temos que ajudar as pessoas a receberem o que Deus fez. Nós temos que assumir nosso lugar nesse novo tempo, nesta nova era do Espírito Santo. Nós temos o Espírito Santo dentro de nós. É daí que temos o tema deste nosso Encontro, nós vivemos sob a lei do Espírito de graça. Quero, portanto, motivá-los para abrirem os seus corações para receberem mais daquilo que Deus já fez. Para cada dia receberem mais das graças do seu Batismo e do seu Crisma, mas que também estejam abertos para as novidades do Espírito Santo. Vejam, o Espírito não foi dado no dia de Pentecostes para nós termos uma experiência espiritual. A vida no Espírito não quer dizer que é uma experiência. O Espírito não foi derramado no dia de Pentecostes para que nós fôssemos curados. O Espírito não foi dado em Pentecostes para que nós pudéssemos ter dons carismáticos. Essas coisas são muito importantes. Mas, em primeiro lugar, o Espírito foi derramado no dia de Pentecostes para formar um povo que fizesse aliança com Ele. Pentecostes começou uma nova era: a Igreja, onde Deus tem levantado pessoas do Espírito. E não são somente pessoas da Renovação Carismática, mas eu creio que nós temos uma responsabilidade especial, por causa daquilo que nós já vimos, já ouvimos, por causa do que nos vivemos. O Senhor nos chama a sermos testemunhas até os confins do mundo. Então precisamos constantemente clamar para ter mais do Espírito Santo. No I Coríntios 1, 4-7, Paulo parabeniza a comunidade. Ele diz: “eu nunca deixei de agradecer por vocês. Eu agradeço a Deus por vocês terem sidos abençoados de tantas maneiras e agradeço a Deus porque o amor a Jesus Cristo é forte entre vocês.” Mas depois, em I Cor 3, 1, Paulo diz: “eu não consegui falar com vocês como a pessoas do Espírito”. Eu peço a Deus que quando Ele olhar para a Renovação Carismática, Ele se alegre. Eu espero que o Senhor ache que aquilo que nós fizemos foi bom. Mas eu não gostaria que Ele dissesse: “Vocês não são espirituais”. Eu não gostaria que Ele dissesse: “vocês são imaturos no Espírito”. Eu não gostaria que Ele dissesse: “vocês são líderes, mas vocês não trabalharam para que se difundisse para o mundo essa graça”. Então o convite para nós esta manhã é “voltem”! Voltem para aquela base aquele, aquele fundamento soberano da Renovação Carismática. Voltem para a graça do Batismo no Espírito Santo. E quando eu digo “voltem”, eu não quero que vão para trás. Nós não somos pessoas que estão voltando para trás, nós estamos nos movendo para frente. Talvez nós tenhamos que redescobrir esse nosso fundamento para que nós possamos nos mover com uma nova força. Em novembro de 2013, um grupo de líderes de todo o mundo se reuniram na Terra Santa para escutar o Senhor nessa nossa jornada rumo ao Jubileu. Em um daqueles, dias nós fizemos uma peregrinação a Jerusalém e nós tínhamos a esperança de podermos nos reunir no local do Cenáculo. Mas o Cenáculo é um dos lugares santos que não é cuidado pelos franciscanos. A polícia é que controla aquela área. Então, vamos até o Cenáculo e temos que passar por ele, não podemos ficar lá. Nós éramos 160 pessoas e nós chegamos lá com uma visão no nosso coração. Nós queríamos ficar lá no Cenáculo. Meu marido estava lá com o seu violão e o policial disse “sem violão”. Então nós nos perguntamos: o que vamos fazer? E o policial disse: “Ah! Vão, vão...” e nós fomos com o violão. Quando nós temos um violão, nós temos um Grupo de Oração e nós tínhamos que nos mover rapidamente no Espírito. Então muito rapidamente começamos a rezar. Éramos pessoas de muitas diferentes línguas, então nós oramos na linguagem do Espírito. E nós ficamos lá, naquele lugar que não pode ficar muito tempo, por mais de uma hora. Creio que aquela foi uma reunião de oração profética. Líderes carismáticos de diferentes línguas, de todas as partes do mundo, reunidos no Cenáculo. Numa certa altura, o policial foi lá ver o que estava acontecendo. Ele entrou lá no Cenáculo e ficou olhando, nós rezamos ainda mais alto em línguas. E o policial saiu. Vejam, quando nos movemos no poder do Espírito Santo, nada pode nos impedir. O que Deus nos falou no Cenáculo? Certamente o que Ele disse a cada um de nós foi “recebam um novo Pentecostes pessoal. Não somente para você mesmo, mas para todas as pessoas que você representa”. Eu creio que, naquele dia, o Brasil recebeu um novo Pentecostes. Aleluia! Mas, nós temos que nos apropriar desse novo Pentecostes, nós temos que recebê-lo. A última palavra profética que nós ouvimos lá no Cenáculo foi: “Eu derramarei o meu Espírito, e derramarei o meu Espírito, e derramarei o meu Espírito. Eu vou derramar o meu Espírito abundantemente e perpetuamente até que tenha sido realizado aquilo que eu desejo”. Vocês acreditam que o Senhor está derramando o seu Espírito? Vamos ficar de pé. Nós vamos rezar pedindo mais do Espírito Santo. Há um novo refrigério que o Senhor quer nos dar hoje. Nós não vamos pensar mais nas bênçãos de ontem, nós queremos um novo toque do Espírito. Vamos orar no Espírito para receber mais do Espírito! Senhor, dá-nos o novo do teu Espírito, dá-nos o teu refrigério. Senhor, renovanos no poder do teu Espírito, transforme as nossas vidas. Traga a novidade para dentro da tua Igreja, Senhor. Traga conversão para o nosso mundo, que a Tua Palavra vá até os confins do mundo no poder do Espírito Santo, amém!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Primeira Missa de Flávio Porto em Jussara - Diocese de Irecê -Bahia


Padre Flávio Porto realizou sua primeira missa na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no dia 08/02/2015 na Cidade de Jussara, Diocese de Irecê - Bahia. Sua Família, Padres amigos, Dom Tommaso Cascianelli (Bispo de Irecê), amigos locais, paroquianos e uma caravana da Arquidiocese de Vitória da Conquista incluído Monsenhor Uilton, Vigário Geral, estiveram presentes. Foi uma linda Celebração Eucarística com várias homenagens.
O blog Missão Obra Nova esteve presente registrando essa linda festa para toda igreja de Deus.

Mais fotos clique na imagem.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Música tema da RCC 2015 : Corações ao alto

VIRADA RADICAL 2015

Evento Católico de Carnaval que será realizado pela Obra Shalom de Vitória da Conquista. 
Será nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2015, a partir das 9h. Local – Paróquia Santa Luzia no Bairro Urbis V
Participação de pregadores da Comunidade Católica Shalom.
Entrada gratuita!!!
Para as crianças, existe um lugar especial – Virada Radical Kids !
Venha e traga a sua família!!!

OUTRAS INFORMAÇÕES
(77)88257455


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MCS disponibiliza as intenções para a intercessão do Ministério em Janeiro

Hoje, 09 de janeiro de 2015, excepcionalmente, viveremos o primeiro dia de intercessão pela comunicação de 2015. Nos demais meses estaremos rezando pela comunicação na primeira sexta-feira do mês com o coração desejoso por estar como o “Sagrado Coração de Jesus”, moção e motivação que acompanha o Ministério de Comunicação Social. Assim, devemos buscar os sacramentos, confissão, comunhão, colocando-nos em estado de graça sempre e principalmente no dia da intercessão.
 O ano de 2015 foi declarado pela CNBB como o ano da paz no Brasil. A Igreja, através do Santo Padre, pede nodiscurso para o Dia Mundial da Paz, que “já não escravos, mas irmãos”, sendo exatamente esse o título da mensagem do Papa Francisco. “Ele foi afastado por breve tempo, a fim de que o recebas para sempre, não já como escravo, mas muito mais do que um escravo, como irmão querido” (Flm 15-16).
Com base nos fatos que vimos acontecer logo nos primeiros dias do ano e que envolvem ataques violentíssimos a comunicadores, percebemos que precisamos orar pela comunicação no mundo. Que nós, do MCS, sejamos exemplos de tolerância, amor, perdão, paz, liberdade e verdade, baseados em uma cultura forte e que perdura por mais de dois mil anos; a Cultura de Pentecostes. Precisamos viver uma caridade real, sem relativismos, indo ao encontro dos mais necessitados em todas as dimensões. O coração do comunicador deve ser ávido de esperança e buscar a edificação da paz. Por isso, precisamos da comunhão constante com o Espírito Santo, pedindo discernimento e força do alto para o uso de palavras, gestos, códigos, imagens e sons.
Nós, como Renovação Carismática Católica do Brasil, também precisamos estar em unidade com a Rede Nacional de Intercessão e que neste mês nos deu um rico direcionamento voltado para o tema do ano. Vejam aqui. Desta mensagem, citamos o seguinte trecho: “O Espírito Santo é o nosso guia constante e infalível, é Ele quem produz em nós os frutos espirituais. Isso abrange nosso espírito, alma e corpo com todas as faculdades que o constitui.” Essa precisa ser a nossa motivação para a busca da paz interior que edificará a paz exterior na comunidade.
 Intenções de oração:
·         Pela ENACOM (Escola Nacional de Comunicação);
·         Pelo ENF (Encontro Nacional de Formação da RCCBRASIL) e pelas formações específicas direcionadas aos comunicadores;
·         Pelo Encontro Nacional do Ministério de Comunicação que acontecerá em Julho;
·         Pelo Ministério de Comunicação nos Grupos de Oração;
·         Pelos eventos estaduais e diocesanos da RCC no mês de janeiro;
·         Pela saúde dos comunicadores;
·         Pelos profissionais da comunicação do mundo todo;
·         Pela RCCBRASIL e suas necessidades;
·         Pelos sacerdotes, religiosos e missionários;
·         Pelo Papa Francisco e as intenções do seu coração.

Palavra para meditação e oração: “Ele foi afastado por breve tempo, a fim de que o recebas para sempre, não já como escravo, mas muito mais do que um escravo, como irmão querido” (Flm 15-16).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Presente, passado e futuro

Nos últimos dias do ano que se encerrou, muitas empresas entraram em balanço, algumas até fechando as portas por um período, com levantamento de seu movimento nos meses precedentes. Cabe depois planejar o novo ano de trabalho, com os necessários detalhes que lhes possibilitem continuar suas atividades. A Igreja não é uma empresa no sentido corrente da palavra e no entanto está sempre "aberta para balanço". Nunca fecha suas portas e está sempre pronta a avaliar seu caminho percorrido, verificar sua situação atual e planejar os passos a serem dados. Ao iniciar-se um novo ano, a Igreja quer oferecer-nos elementos para um caminho seguro, a ser percorrido com a luz da fé que nunca falha.
Há poucos dias o Papa Francisco convidou seus colaboradores a uma corajosa revisão de vida, identificando quinze "enfermidades" que podem existir nos ambientes de trabalho da própria Igreja e ao mesmo tempo abrindo horizontes para que outras pessoas e grupos reconheçam suas falhas e olhem para frente, deixando-se curar. Na ocasião, o Papa pronunciou palavras que estimulam o esforço sincero de quem quer rever sua vida e dar novos passos, conduzido pela graça: É o Espírito Santo que sustenta todo esforço sincero de purificação e toda boa vontade de conversão. É ele que nos faz compreender que todo membro participa da santificação do corpo ou do seu enfraquecimento. É ele o promotor da harmonia: 'Ele mesmo é a harmonia', diz São Basílio. Santo Agostinho nos diz: 'Enquanto uma parte aderir ao corpo, a sua cura não é desesperada; mas o que foi cortado não pode nem curar-se nem sarar'. O restabelecimento é também fruto da consciência da doença e da decisão pessoal e comunitária de tratar-se, suportando pacientemente e com perseverança a terapia. Somos chamados, portanto a viver "pela prática sincera da caridade, crescendo em todos os sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo. É por ele que todo o corpo – coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria – efetua esse crescimento, visando à sua plena edificação na caridade" (Ef 4,15-16).
No entanto, toda revisão é capaz de ver também o que existe de positivo. Olhamos para o passado com gratidão e reconhecimento, identificando as muitas graças que nos foram oferecidas por Deus. Os cristãos são chamados a serem o povo da memória, certos das maravilhas operadas pelo Senhor, repetindo com alegria "Até aqui o Senhor nos ajudou" (1 Sm 7,12). Olhar para trás e reconhecer o bem que foi feito por nós e pelas outras pessoas é humanamente saudável e coerente com a nossa vida cristã. A edificação recíproca de quem valoriza os passos dados é fundamental para crescermos como pessoas e como cristãos autênticos.
Outro ângulo da compreensão da vida e de seu sentido é o momento presente. Sabendo que a cada dia basta o seu cuidado, somos convidados a viver bem cada momento, sem nos preocuparmos com o dia de amanhã, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, pois todas as coisas são dadas por acréscimo (Cf. Mt 6, 33-34). Cuidar de amar a Deus e ao próximo cada dia mais e de novo é receita de equilíbrio para todos. Ter uma visão realista das pessoas e dos fatos, sem carregar excessivamente nas emoções, dar a devida atenção a cada pessoa que se apresenta a nós, sem nos dissiparmos em fazer muitas coisas, que acabam mal feitas.
Uma das "enfermidades" elencadas pelo Papa Francisco no Discurso à Cúria Romana foi chamada de 'martalismo', que vem de Marta, ou seja, diz o Papa, "daqueles que mergulham no trabalho, descuidando, inevitavelmente, 'a melhor parte': sentar-se aos pés de Jesus (Cf. Lc 10, 38-42). Por isto Jesus chamou os seus discípulos a descansar um pouco (Cf. Mc 6, 31) porque descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação. O tempo do descanso, para quem levou a termo a sua missão, é necessário, obrigatório e deve ser lavado a sério: no passar um pouco de tempo com os familiares e no respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física; é necessário aprender o que ensina o Livro do Eclesiastes, que 'para tudo há um tempo'" (Ecl 3, 1-15). Para muitas pessoas, tal recomendações são como uma canção, quando buscam um tempo de férias no primeiro mês do ano!
Mas a Igreja quer abrir nossos olhos também para o futuro, fazendo-nos responsáveis pelos nossos trabalhos, dedicados a fazer o bem, homens e mulheres de esperança. Os primeiros dias do ano não nos encontrem ávidos de adivinhações, mas prontos a fazer o bem, de acordo com a vocação, estado de vida e possibilidades concretas na construção da sociedade. Enxergar longe, horizonte aberto, planejamento realista do que vamos fazer neste ano, tudo muito correto. Mas é ainda a palavra de Papa Francisco que nos ilumina, para darmos com serenidade estes passos: "existe a doença do planejamento excessivo e do funcionalismo. Quando se planeja tudo minuciosamente e se pensa que, fazendo um perfeito planejamento, as coisas efetivamente progridem, tornando-se, assim, um contador ou um comercialista. Preparar tudo bem é necessário, mas sem jamais cair na tentação de querer encerrar e pilotar a liberdade do Espírito Santo, que é sempre maior, mais generosa do que todo planejamento humano (Cf. Jo 3,8). Cai-se nesta doença porque "é sempre mais fácil e cômodo adaptar-se às suas posições estáticas e imutáveis. Na realidade, a Igreja mostra-se fiel ao Espírito Santo na medida em que não tem a pretensão de regulamentá-lo e de domesticá-lo… - domesticar o Espírito Santo! - … Ele é frescor, fantasia, novidade". Que preciosidade posta à nossa disposição justamente nesta virada do ano!
Passado, presente e futuro, vividos com a serenidade de quem acredita que Deus é o Senhor do Tempo! Para ajudar-nos mais ainda, uma certeza: o tempo não é contado pelas nossas preocupações, mas acontece quando nos ocupamos do dia a dia. Ele é contado, vale lembrar, pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo aniversário de dois mil e quatorze anos acabamos de celebrar! Encontre-se com ele cada dia em que escrever os algarismos do ano em curso, para edificar, pouco a pouco e na graça de Deus, os dias do ano dois mil e quinze. E se quisermos um modelo de vida para o quotidiano do ano novo, a Igreja põe à disposição a Virgem Maria, na festa de seu título de Mãe de Deus, neste Dia Mundial da Paz.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fevereiro: bênçãos vocacionais

O mês de fevereiro de 2015, em nossa diocese, será de grande bênção e alegria, na dimensão vocacional.

Deus nos presenteia com três novos ministros ordenados para a missão em nossa Igreja Particular.

No dia 07 DE FEVEREIRO, às 17h, em Jussara, o Diácono Flávio Porto será ordenado sacerdote. Ele presidirá sua primeira Celebração Eucarística no dia seguinte (08), às 19:30h, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Jussara), onde reside e colabora na pastoral paroquial.

No dia 28 DE FEVEREIRO, os Seminaristas Kléverton Rodrigues e Rogério Gomes serão ordenados diáconos, na Catedral Bom Pastor, em Irecê. Eles são oriundos de Morro de Chapéu e Barra do Mendes, respectivamente, e terminaram em 2013 o curso de Teologia e a etapa de formação acadêmica proposta pela Igreja, dentro do processo de formação à vida presbiteral. A partir de então, assumirão uma nova missão dentro da diocese, colaborando na construção do Reino de Deus em nossas terras.

Continuemos rezando e trabalhando pelas vocações na Igreja.

Você já é um Amigo do Seminário? Não! Então, venha conosco ajudar na formação dos futuros padres de nossa Igreja.

E você, jovem?!? Já pensou no chamado que Deus tem para você? 

Louvado seja Deus por tudo!!!
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Oração: A Couraça de São Patrício

A COURAÇA DE SÃO PATRÍCIO…
Uma Oração que aparentemente é simples, mas contém a força do NOME que está acima de TODO NOME, e por isso você irá também experimentar a eficácia desta Oração em sua vida….
Oracao: Couraça de Sao Patricio
São Patrício
“Cristo comigo,
Cristo em minha frente,
Cristo atrás de mim,
Cristo em mim,
Cristo abaixo de mim,
Cristo sobre mim,
Cristo à minha direita,
Cristo à minha esquerda,
Cristo quando me deito,
Cristo quando me sento,
Cristo quando me levanto,
Cristo no coração de cada um que pensa em mim,
Cristo na boca de cada um que fala de mim,
Cristo em todo olho que me vê,
Cristo em todo ouvido que me ouve.

fonte:http://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/oracao-a-couraca-de-sao-patricio/

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

'O mais importante é deixar que o Senhor me encontre e me acaricie com carinho'

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). «Um anjo do Senhor apareceu [aos pastores], e a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). É assim que a Liturgia desta santa noite de Natal nos apresenta o nascimento do Salvador: como luz que penetra e dissolve a mais densa escuridão. A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria.
Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte.
A origem das trevas que envolvem o mundo perde-se na noite dos tempos. Pensemos no obscuro momento em que foi cometido o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Caim, cego pela inveja, feriu de morte o irmão Abel (cf. Gn 4, 8). Assim, o curso dos séculos tem sido marcado por violências, guerras, ódio, prepotência. Mas Deus, que havia posto suas expectativas no homem feito à sua imagem e semelhança, esperava. Deus esperava. O tempo de espera fez-se tão longo que a certo momento, quiçá, deveria renunciar; mas Ele não podia renunciar, não podia negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). Por isso, continuou a esperar pacientemente face à corrupção de homens e povos. A paciência de Deus... Como é difícil compreender isto: a paciência de Deus para conosco!
Ao longo do caminho da história, a luz que rasga a escuridão revela-nos que Deus é Pai e que a sua paciente fidelidade é mais forte do que as trevas e do que a corrupção. Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido; e todos os dias, com paciência. A paciência de Deus!
A profecia de Isaías anuncia a aurora duma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afeto de José, pela maravilha dos pastores. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento do Redentor, fizeram-no com estas palavras: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). O «sinal» é precisamente a humildade de Deus, a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afeto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.
Nesta noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e reclinado numa manjedoura, somos convidados a refletir. Como acolhemos a ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor! » – poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a procurar-me, a encontrar-me e a cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?
E ainda: temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje de ternura! Paciência de Deus, proximidade de Deus, ternura de Deus.
A resposta do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe: «Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito».
Queridos irmãos e irmãs, nesta noite santa, contemplamos o presépio: nele, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Viram-na as pessoas simples, as pessoas dispostas a acolher o dom de Deus. Pelo contrário, não a viram os arrogantes, os soberbos, aqueles que estabelecem as leis segundo os próprios critérios pessoais, aqueles que assumem atitudes de fechamento. Contemplemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: «Ó Maria, mostrai-nos Jesus!».
Fonte: Zenit