terça-feira, 21 de agosto de 2012




CONSELHO NACIONAL DA RCCBRASIL
INSTRUÇÃO N.º 01/2009, DE 11 DE OUTUBRO DE 2009.

 


 

Dispõe sobre Normas e Diretrizes para regulamentar a ação e os limites de atuação do Ministério de Fé e Política, durante o período das eleições.







O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DO BRASIL, no
uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO:


I. a carta encíclica


DEUS CARITAS EST , do Sumo Pontífice Bento XVI, que estabelece ser

próprio dos fiéis leigos os quais, como cidadãos do Estado, são chamados a participar
pessoalmente na vida pública, para promover o bem comum;
II. a Renovação Carismática Católica (RCC), enquanto Igreja, “não pode ignorar a política, não
apenas enquanto instrumento necessário de organização da vida social, mas sobretudo
enquanto expressão de opções e valores que definem os destinos do povo e a concepção do
homem (Doc. 40, CNBB)”;
III. o objetivo geral do projeto do MFP: “Evangelizar, formar e exortar a RCC a participar, com
coragem e discernimento, da atividade política para gravar a lei divina na cidade terrestre”
(Doc. 1, MFP);
IV. a necessidade de implementar medidas institucionais de orientação ao acompanhamento da
política partidária, principalmente relativas ao período eleitoral e a forma como se estabelecem
as relações entre a instituição RCC e o mundo político;
V. a necessidade de definir o escopo e os limites de ação do MFP, através de uma
regulamentação dos direitos e deveres, no âmbito desta instituição, para atuação na política;
VI. a responsabilidade da RCC que deve, contínua e permanentemente, estimular e valorizar a
participação cívica de seus membros na política, como ato de responsabilidade civil e amor à
nação brasileira;
VII. a decisão do Conselho Nacional da RCCBRASIL que resolveu estabelecer estas diretrizes.
RESOLVE:



CAPÍTULO I
Dos objetivos gerais, recomendações e conceitos
Art. 1º
 

Esta instrução tem por objetivo reger os aspectos relacionados com acompanhamento do período
eleitoral e a forma como se estabelecem as relações entre a instituição RCC e os vocacionados à vida pública.
§ 1º A presente instrução destina-se a todos os atos e ações da Renovação Carismática Católica
através de seus organismos de conselhos: nacional, estadual, arquidiocesano e diocesano.
§ 2º Para os efeitos desta Instrução, entende-se por “acompanhamento do processo eleitoral” a
postura adotada pela RCC ou que venha a ser adotada pelos conselhos das várias instâncias da RCC, com
relação ao período de eleições e os candidatos ao pleito regido pelo Tribunal Eleitoral.
§ 3º Lembra que as ações conduzidas para implementar o objeto da presente instrução, devem ser
feitas em unidade com o episcopado.
I. Para tanto, é estimulado o diálogo permanente com o bispo local, inclusive, comunicando e
buscando autorização, ainda que verbal e informalmente, antes do desenvolvimento das ações
de acompanhamento do processo eleitoral naquela instância eclesiástica;
§ 4º Para melhor entendimento e unificação de terminologias, devem ser considerados os seguintes
termos:



2/4



I. METODOLOGIA DE ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO ELEITORAL – refere-se ao
sistema ou conjunto de regras e meios, dispostos convenientemente, de forma organizada e
sistemática, para estabelecer uma maneira de fazer e o modo de proceder no tocante aos
apoios (ou sua negativa) às candidaturas durante o período das eleições;
II. PROJETO DE METODOLOGIA – refere-se ao documento escrito que registra a metodologia a
ser adotada para um dado pleito eleitoral numa determinada região.
III. ESTÁGIO DE ACOMPANHAMENTO – refere-se ao grau de maturidade para acompanhamento
do processo eleitoral. Trata-se da etapa na qual aquele determinado conselho discerne sobre
sua realidade, condições, experiência e estado de organização, naquele momento, para definir
ações e realizar trabalhos.
IV. CRONOGRAMA DE AÇÃO – refere-se ao planejamento das etapas de envolvimento de
determinado conselho em cada pleito eleitoral. Um cronograma configura-se por uma tabela
que disponha, em suas colunas, a relação de atividades e, em sua linha de cabeçalho, as
datas de execução das mesmas atividades.



CAPÍTULO II
Das responsabilidades e competências
Art. 2º



É responsabilidade de cada conselho, definido a seguir, discernir sobre a sua participação, ou não,
para acompanhar o pleito eleitoral de sua competência, conforme se segue.

 
I. CONSELHO NACIONAL – Presidente da República e Senadores;
II. CONSELHO ESTADUAL – Governadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais.
III. CONSELHO DIOCESANO – Prefeitos e Vereadores.
§ 1º Embora não se exima da responsabilidade de acompanhamento e supervisão, as instâncias
superiores devem respeitar a autonomia de discernimento e gestão da instância subordinada, guardando o
direito de intervenções para orientar e corrigir.
§ 2º Da mesma forma, as instâncias subordinadas devem procurar informar e fazer valer seus
conhecimentos da realidade local nas instâncias superiores, através de seus representantes nestes conselhos.
I. Traduz-se isto como uma ajuda para que o conselho em questão possa ter elementos que
sirvam de base para os discernimentos sobre o pleito eleitoral de sua competência, contudo,
não será permitida a participação destes mesmos representantes ou participantes durante o
discernimento do conselho, momento este exclusivo do mesmo;
II. Membros de um conselho superior serão sempre considerados membros natos dos conselhos
subordinados, podendo neste caso se fazerem presentes durante suas seções;



CAPÍTULO III
Da metodologia de acompanhamento do processo eleitoral
Art. 3º



Cada instância de conselho, em sua esfera de atuação, tem a liberdade de definir a metodologia a
ser adotada para o próximo pleito eleitoral.
§ 1º Esta instrução não impõe qualquer modelo de metodologia para acompanhamento do processo
eleitoral.
§ 2º A RCC, através do MFP, poderá oferecer modelos de metodologias que poderão servir como
exemplos.


Art. 4º 



Até o final do ano que antecede o ano de eleições, cada conselho, através de discernimento,
manifestará sua decisão para o período eleitoral seguinte. Tal decisão deverá ser registrada e constar em ata
assinada por todos os conselheiros.



3/4




§ 1º Compete ao próprio conselho em questão identificar o melhor momento para atuar neste
campo.
§ 2º Todo conselho que optar por aprovar uma metodologia de acompanhamento do processo
eleitoral deverá:
I. Apresentar, por escrito, um Projeto de Metodologia que servirá de base para a implementação
da metodologia pelo Ministério de Fé e Política, ligado a esse conselho;
II. Aprovar este Projeto de Metodologia em reunião do conselho, registrando-o em ata;
III. Anexar o Projeto de Metodologia à ata de reunião do conselho que tratou do assunto. Tal
projeto deverá também ser assinado pelos membros do conselho atestando sua aprovação;




CAPÍTULO IV
Da evolução da metodologia ao longo do tempo e
Da necessidade de um planejamento
 
Art. 5º 



É importante ressaltar que a decisão do conselho, quanto a sua participação, ou não, no
acompanhamento do processo eleitoral, bem como a metodologia a ser adotada, deve ser objeto de
atualização periódica, isto é, a cada nova eleição.



Parágrafo único:



Sugere-se como boa prática de gestão, a elaboração de um planejamento, no qual 
conste a construção de um cronograma que estabeleça o estágio de acompanhamento em que aquele
conselho se encontra e os futuros estágios que serão perseguidos como etapas de um processo de
amadurecimento do envolvimento político da RCC naquela região.




CAPÍTULO V
Do Estímulo ao discernimento do conselho
Art. 6º  




 

Em conformidade com a vocação da RCC e todas as orientações estabelecidas no seio do
movimento, recomenda-se que as decisões tomadas em conselho não sejam objetos de vontade humana, mas
sim o resultado de oração, jejum, adoração, escuta e discernimento.
§ 1º Acima de tudo, recomenda-se prudência e responsabilidade para iniciar uma atuação no
campo do apoio político.
§ 2º Muitas vezes, a antecipação de etapas ou desconsideração da vontade popular representa
frustrações e desentendimentos irreparáveis, podendo levar a RCC local a retroceder na sua caminhada de
maturidade política. 



Art. 7º  



Qualquer que seja a decisão do conselho, deve-se ter em mente: 

§ 1º Resguardar a autonomia do conselho;
§ 2º Observar a responsabilidade de contribuir para o bem comum;
§ 3º Respeitar o momento de amadurecimento e vocação daquela região. 




CAPÍTULO VI
Do afastamento dos serviços na RCC

 
Art. 8º   



Qualquer membro da RCC, que desempenhe posição de coordenação na RCC e seja candidato em 
eleições vinculadas ao TRE/TSE, deverá apresentar sua renúncia até cento e oitenta dias antes da eleição.
§ 1º A incompatibilidade do exercício de uma coordenação na RCC e a condução dos trabalhos de
campanha é o critério principal que norteia a orientação para afastamento de que trata este artigo.
§ 2º A renúncia de que trata este artigo não inclui os trabalhos de pregação, quando solicitados por
algum evento ou grupo de oração. 




4/4




§ 3º Por outro lado, passadas as eleições, independente do seu resultado, não haverá nenhum
impedimento na participação deste membro em serviços e atribuições na RCC, desde que seja resultado de
novo discernimento.


Art. 9º



Convites para assumir cargos de confiança, ainda que de caráter político, não configuram
impedimentos para o exercício das atividades ou posições na RCC.





CAPÍTULO VII
Das Leis, candidaturas e mandatos políticos
Art. 10º



Todos os conselheiros e/ou membros do movimento devem observar a legislação eleitoral em vigor
e as leis do direito brasileiro, estando as mesmas acima de qualquer determinação interna da RCC.



Art. 11º



A RCC, desde que respeitada a legislação em vigor, poderá constituir um Conselho de Mandato 
para acompanhar as ações e os trabalhos conduzidos pelo mandatário.





CAPÍTULO VIII
Das Disposições Gerais
Art. 12º



Conforme estabelecido no I Fórum da Renovação Carismática Católica, a unidade, a identidade e a
missão devem ser priorizadas em todas as ações do movimento, em especial no campo da política.


Art. 13º



Os casos omissos serão dirimidos, em caráter de emergência, pelo Presidente do Conselho
Nacional da Renovação Carismática Católica no Brasil, ouvido o coordenador nacional do Ministério de Fé e
Política.


Art. 14º



Havendo tempo hábil o caso deverá ser levado oportunamente à apreciação do conselho nacional
que deverá se pronunciar oficialmente a respeito do mesmo.



Art. 15º



Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Reunião do Conselho Nacional
Fortaleza/CE, 11 de outubro de 2009.





MARCOS DIONE UGOSKI VOLCAN
Presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ministério Jovem - RCC



O Ministério Jovem, como o próprio nome sugere, é a equipe responsável, dentro da Renovação Carismática Católica (RCC), pelo trabalho de evangelização da juventude dentro do que é próprio deste estado de vida. Isso significa evangelizar, formar, assistir, orientar e motivar os jovens a partir da identidade da RCC, inserindo-os na vida da Igreja.
A formação humana, espiritual e vocacional são as bases para que o jovem se torne protagonista na Igreja e na sociedade. Tudo isso a fim de proporcionar a oportunidade de ter o encontro pessoal com Jesus Cristo, permitindo assim que o jovem responda ao chamado de Deus e sejam construtores da civilização do amor.
A direção principal está em apoiar os Grupos de Orações (GO) nestas atividades, seja na produção de subsídios ao trabalho ou ajuda na formação de novos evangelizadores e na orientação de projetos para este fim. Desta forma, consideramos que todo jovem que participa efetivamente de um Grupo de Oração faz parte do Ministério Jovem.
A Juventude Carismática do Brasil possui uma identidade e espiritualidade própria por pertencerem ao MOVIMENTO ECLESIAL DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA. Portanto, cabe aos grupos de oração mistos ou para jovens oferecer o contato e a experiência dos elementos fundamentais que caracterizam o movimento, a saber: Batismo no Espírito Santo, a abertura e o uso dos carismas, o louvor, a centralidade da Palavra, a vivência comunitária no grupo de oração e outros.
Entendemos que todos estes elementos devem atingir todas as instâncias de atuação no Brasil. Para isso, nossa organização visa atingir todas as dioceses do país, especificamente ao realizar um trabalho com todos os jovens que participam de um Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica (RCC).
Estamos estruturados em coordenação nacional, estaduais, diocesanas e com as equipes jovens nos Grupos de Oração. Esta última é considerada a instância mais importante de trabalho, onde as ações essenciais acontecem nos GOs.
Quando falamos das equipes de serviço, ou seja, aquelas que estão na condição de liderança dos jovens em uma determinada localidade (Grupo de Oração, paróquia, cidade, setor, região, forania, diocese ou estado), a direção é que se tenha zelo ao compor este grupo de pastoreio com observância aos seguintes critérios básicos: pessoa que tenha carisma com a juventude; testemunho de vida autenticamente cristã; vida de oração; engajamento no Grupo de Oração; e preferencialmente não seja recente na caminhada.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Em Jesus as nações porão sua esperança!

Formação de Pregadores

<<< A Pregação no Grupo de Oração >>>
A pregação no grupo de oração é um assunto que há muito tempo nos desafia. Primeiro, devido às nossas próprias limitações. Somos limitados em santidade, testemunho, formação bíblica, formação doutrinária e capacitação técnica para a comunicação. Segundo, porque a dinâmica do grupo é bastante exigente. O pregador tem somente de dez a quinze minutos para anunciar o evangelho com eficácia. Terceiro, porque o grupo recebe toda espécie de filhos de Deus. Lá vão pessoas equilibradas, saudáveis, bem encaminhadas na vida, que talvez buscam somente respostas para seus anseios espirituais. Junto com elas vão pessoas doentes do espírito, da alma e do corpo. Estas, além de necessitarem de ajudas espirituais, necessitam, em primeira mão, de soluções para depressão, desesperança, compulsão para suicídio, cefaléias, cardiopatias, doenças renais, nevralgias.
Seria ilusão ignorar os problemas relacionados com a humanidade dos freqüentadores do grupo de oração, para levar-lhes somente um ensinamento doutrinário, ainda que fosse perfeito do ponto de vista teológico. Tal atitude excluiria quase cem por cento das pessoas. O que fazer, então?
Para começar, poderíamos seguir o exemplo de Jesus. No seu tempo o povo sofria de males semelhantes aos que nos acometem nos dias de hoje. Certa vez ele estava pregando na entrada do templo, para ovelhas sem pastor, mais ou menos como as que vão ao grupo de oração. Ele não perdeu tempo com rodeios, utopias, ou outros devaneios. Foi direto às suas necessidades, pois sabia que buscavam soluções reais para problemas que as afligiam diariamente. E elas iam a Jesus porque sempre recebiam o que buscavam. Jesus tinha um jeito especial de atender a cada uma. Naquele dia, em especial, as autoridades do templo ficaram muito indignadas com os frutos da pregação do Senhor (Jo 7,28-47), pois inúmeras pessoas acreditavam nele, e muitas já pensavam que ele deveria ser o Cristo, o prometido do Pai, por isso enviaram soldados para prendê-lo. Os soldados o encontraram pregando ainda na porta do templo, e o ouviram dizer, entre outras coisas: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva”. Após a pregação, juntamente com muitos outros ouvintes, ficaram impressionados com o que ouviram, voltaram sem prender Jesus e disseram às autoridades:
“Jamais homem algum falou como este homem!...” Que pregação! Até os soldados que foram prendê-lo desistiram da tarefa, após ouvi-lo. Jesus pregou eficazmente. Despertou a fé nos ouvintes e apontou-lhes a salvação, isto é, ele mesmo; abriu-lhes o coração para que recebessem as soluções que necessitavam. É que ele pregava a verdade de maneira simples, direta e ardorosa. Sua pregação era querigmática. Até quando exortava os fariseus era para que voltassem à razão e se convertessem. Pregações querigmáticas são todas aquelas relacionadas com os seguintes temas: o amor de Deus, o pecado, a salvação, a fé, a conversão, o Espírito Santo e a comunidade, como fruto do Espírito Santo. Mas a pregação querigmática, por si só, não é garantia de eficácia. Para produzir fruto, ela deverá também ser ungida, ardorosa e entendida por quem dela necessitar. Como foi a pregação de nosso Senhor Jesus Cristo, deverá ser a nossa.
<<< Conceito de Pregação e Ensino >>>
a) Pregação
- É o anúncio do Evangelho, sob a unção do Espírito Santo, mediante o uso dos recursos e métodos da oratória e da retórica.
= Retórica: Estudo do uso persuasivo da linguagem, em especial para o treinamento de oradores.
= Oratória: arte de falar em público.
b) Ensino
- É a transmissão da Doutrina Cristã, também sob a unção do Espírito Santo, mediante o uso de recursos e métodos pedagógicos.
c) Distinção entre ensinos e pregações
- Pregação
= Oratória, eloquência (Mc 16,15).
- Ensino
= Didática, muitos recursos e técnicas metodológicas (At 18,25; Tt 2,1).
2. DISTINÇÃO ENTRE PREGADOR E FORMADOR
a) Pregador
- É a pessoa chamada por Deus, direta ou indiretamente, para anunciar e testemunhar o Evangelho, na modalidade de primeiro anúncio.
- É o arauto de Jesus, é o embaixador de Deus, é aquela pessoa especialmente escolhida para falar em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
b) Formador
- É a pessoa também chamada por Deus, direta ou indiretamente, para ensinar, transmitir a sã doutrina, àqueles que já receberam o primeiro anúncio do Evangelho.
3. OBJETIVOS DE PREGAÇÕES E ENSINOS
a) Pregação
- Colocar as pessoas em contato com Jesus Cristo ressuscitado, a fim de que tenham a oportunidade de experimentar o amor de Deus e a salvação de Jesus.
b) Ensino
- Oferecer aos irmãos conhecimentos sólidos e seguros sobre nossa doutrina, a fim de que perseverem no caminho da salvação.
4. EFEITOS DA PREGAÇÃO E DO ENSINO NAS PESSOAS QUE OS OUVEM
a) Pregação - Atinge mais a emoção e os sentimentos dos irmãos e menos o raciocínio e a razão.
b) Ensino - Atinge mais o raciocínio e a razão dos irmãos e menos os sentimentos e as emoções.
5. EMPREGO DE PREGAÇÕES E ENSINOS
a) Pregação
- Em temas querigmáticos (para todas as situações)
- Em temas catequéticos (para muitas pessoas, para encontros abertos).
b) Ensino
- Para temas catequéticos ministrados a pouca gente
= “Pouca gente”, expressão entendida como uma quantidade de pessoas que possibilite a aplicação de dinâmicas e o emprego de variadas técnicas de ensinos.
6. PREGAÇÕES E ENSINOS MISTOS
- É possível, e às vezes ideal, pregar ensinando e ensinar pregando.
- É importante usar pregação e ensino como estilos diferentes, como formas de variação.
- Em temas querigmáticos não é bom combinar pregação e ensino, principalmente quando se prega nos grupos de oração.
<<< Características do perfil do pregador >>>
O pregador é uma pessoa de fé e de oração; batizada no espírito (cf. At 9, 17); conduzida pelo Espírito (cf. At 16, 6-10); paciente e perseverante diante das perseguições (cf. At 5, 41); que testemunha a ressurreição de Jesus; que é membro do Corpo Místico de Cristo; que está inserida na realidade de seu povo, que é responsável, íntima de deus, de coração simples; é pessoa , a visão do plano de Deus (Ef 3, 17-19; Gal 1, 15-16), o zelo pelo Evangelho. O pregador leva as pessoas a Jesus, busca o dom da fé, ama e perdoa as traições e perseguições dos irmãos, aceita e pratica os dons carismáticos, prega com o poder no espírito, vive o que prega, fala a verdade, busca a formação.
Reflexão: Como você tem reagido diante das características acima?
O Pregador é inserido na realidade de seu povo.
Como profeta que anuncia a Boa Noticia do reino do Pai, mas também que denuncia as más noticias que afligem os filhos de Deus, o pregador não se aliena com a realidade que o cerca, mas vive engajado no meio social em que está. Com sabedoria e equilíbrio, pauta seu viver pela palavra de Deus, testemunhando Jesus em todos os lugares.
O pregador deve estar inserido da realidade de sua assembleia: prostituição, pobreza, desemprego, corrupção, falta de esperança. Para que sua pregação console, edifique e exorte de uma maneira mais eficaz.
O Pregador é responsável, paciente e perseverante
O pregador tem de ter responsabilidade para preparar com antecedência suas pregações, para assumir uma formação permanente, para ser fiel aos compromissos assumidos, tudo fazendo por meio da oração pessoal, do jejum, da participação dos sacramentos, da penitencia.
Antes mesmo dos outros sinais, como os prodígios, os milagres, a paciência pode aparecer como o primeiro sinal que confirma o ministério do pregador. É preciso perseverar no serviço com paciência sabendo esperar o momento exato da hora de Deus. E isso é um dom do Espírito Santo.
  1. O Pregador é intimo de Deus
É impossível amar alguém sem conhecê-lo. É necessário que haja uma proximidade muito grande que faça nascer a intimidade que vai proporcionar o conhecimento, a confiança, fortalecendo, assim a amizade. Assim é também com Deus, precisamos ter intimidade com ele e isto não acontecerá sem não sentarmos aos Seus pés, senão ficarmos com Ele, se não nos relacionarmos com Ele. Para podermos fazer a vontade do Senhor, como pregadores, precisamos ter vida de oração. Somente ficando com Ele, poderemos amá-lo, escutá-lo, conhecê-lo e assumir como nosso os seus planos de amor.
Corremos o risco de fazer igual a Samuel (I Samuel 3, 1-10), servir ao Senhor sem escutá-lo, sem saber qual é a sua vontade. Samuel já servia ao Senhor, mas não O conhecia de fato. Faz-se necessário ser intimo do Senhor para que sua vontade seja realizada em plenitude.
  1. O pregador é pessoa de fé
O pregador tem de ter uma fé madura que o leve à adesão incondicional a Deus e que o faça amar a Igreja de Jesus Cristo com tudo o que ela tem. Não se conhece um pregador que tenha dúvidas quanto à Doutrina Apostólica, resistência em obedecer a hierarquia da Igreja, resistência quanto aos dogmas da Igreja, tendências cismáticas ou heréticas. Não podemos pregar o que achamos, temos de pregar o que Deus revelou nas escrituras, sob o discernimento da Igreja. O pregador teve ter o cuidado para não cair na livre interpretação e distorcer a mensagem da palavra de Deus. Deve-se portanto ter zelo e amor pela palavra fonte da nossa fé.
  1. O Pregador é Homem de Bem-Aventuranças
Em Mateus 5, encontramos traços bem delineados que precisam estar marcados no pregador:
  • Coração pobre: Deus é a única riqueza do pregador e ele não o troca por nada. O Pregador que tem coração de pobre está sempre disposto a aprender, a ouvir outros pregadores, nunca está cheio de si porque tudo o que faz é para a glória do Senhor.
  • Aquele que chora: o pregador é aquele que fala movido pela compaixão do povo que sofre, que chora junto com o povo, que não fica alheio aos seus sofrimentos e angustias. Através da pregação repleta de unção: ampara, consola, exorta e ama esse povo no Senhor.
  • É manso: o pregador sabe ser dócil, compreensivo, carinhoso, manso em qualquer situação, sem perder sua postura de pregador.
  • É misericordioso, tem o coração puro, é justo.
  • É pacifico: ser pacifico não significa ser fraco, mas saber lidar com as situações de brigas, de ressentimentos, de desamor, para que se restaure a harmonia, a paz, o perdão e o amor.
  1. O Pregador usa dos carismas.
“Em verdade, em verdade vis digo: aquele que crê em Mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai”. (Jô 14, 12)
  1. O pregador é membro do corpo místico de Cristo
O pregador que é intimo de Cristo, torna-se membro Seu, onde Cristo é a cabeça e nós somos os membros. Pelo nosso batismo, crisma e eucaristia, já somos membros de cristo, porém é necessário tomar posse e aprofundar-se na mística de Jesus.
  1. O Pregador tem visão do Plano de Deus
O Conhecimento do plano de Deus apresenta-se em duas partes que se completam: uma, no sentido geral, já revelada na Sagrada Escritura: a outra, em caráter particular, diz respeito à vontade de Deus para o pregador. Neste Jesus revela ao pregador o que ele deve fazer qual sua missão pessoal no contexto do plano geral.
Reflexão:
1. Você está inserido na realidade do seu Grupo?
2. É responsável no Grupo ou com os compromissos que assume?
3. Tem buscado ser intimo de Deus pela oração pessoal?
4. A sua fé está fundamentada na Doutrina da Igreja?
5. Tem exercitado as bem-aventuranças?

<<< Forjando nosso perfil >>>
Igualar-se a Jesus é tarefa sobre-humana. Quase tão difícil é assemelhar-se a Paulo ou Apolo. É necessário, porém, que busquemos possuir um perfil semelhante ao deles para que, através da força do Espírito Santo, possamos dizer como São Paulo:
“Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo.” (Fil 3, 12).
A sagrada Escritura fornece o caminho que devemos percorrer para a formação do nosso perfil. Caminho da cruz e da renuncia de si mesmo (Mt 16, 24), da consagração total (Lc 1, 15; 3, 2; Jô 3, 30), da conversão (At 9, 6) e da busca da santidade:
  • Caminho da Cruz e da Renuncia
Aceite a cruz em si mesmo com tudo o que ela significa, a começar pela própria negação de si, vai contra as fibras mais profundas do nosso ser. Não aceitar a sua cruz significa não aceitar Jesus como seu Senhor. Por isso essa aceitação é dom do Espírito Santo, pois não podemos efetivá-la somente com nossos esforços.
  • Consagração
A consagração é necessária para que haja espaço em nossa vida para ação do Espírito Santo. Sem a consagração não há porque moldar o perfil do pregador ao perfil de Jesus.
  • Conversão
É o Espírito Santo quem dá a graça da mudança interior (metanóia), seja nas emoções (exterior), nos sentimentos (interior) ou mesmo na maneira de pensar, julgar e agir.
<<< Avaliando o nosso Perfil >>>
Veremos alguns critérios para avaliar o nosso perfil, para podermos inclusive, saber onde nos empenharmos com mais esforço. Esses critérios são: amor, prontidão, aceitar que Jesus seja a motivação das pessoas e formar outros pregadores.
  • Amor
O amor é marca mais sublime do perfil do pregador. Jesus olhava para a multidão e simplesmente amava com seu olhar, suas palavras eram carregadas de profundo amor e compaixão. Jesus curava pelo amor, libertava pelo amor. O Pregador também precisa amar, porém de uma maneira mais profunda, não basta amar como a si mesmo, o pregador tem de amar como Jesus amou e ama.
O pregador não pode deixar de amar alguém pela sua condição social, cultural ou intelectual, ou ainda por brigas, desavenças ou divisões. O Pregador deve ser aquele que dá o primeiro passo, pois ele não prega somente com as palavras, mas também com o testemunho.
  • Prontidão
O Pregador tem de estar sempre disposto para anunciar a palavra do Senhor. Renunciar a própria vontade ou interesses, para proclamar com ousadia, autoridade, intrepidez.
Nunca colocar obstáculos devido às deficiências de estrutura física em certos lugares, deve-se sem dúvida, planejar o local afim de que o ambiente seja o melhor possível para anunciar a palavra.
Não escolher lugares por conveniências, o pregador deve ir onde for solicitado para que todos escutem o anuncio do Senhor.
  • Aceita que Jesus seja a motivação das pessoas
Ás vezes, o pregador cai em armadilhas invisíveis. Uma delas é a tentação de querer para si a glória que pertence a Jesus. Isso acontece quando o pregador deseja o reconhecimento de seus méritos. O pregador deve agradecer a Jesus tanto pelos elogios como pela sua falta, aceitando com mansidão e afabilidade as críticas recebidas seja do coordenador, ou da comunidade que confirma.
  • Forma outros pregadores
A opção pastoral de Jesus foi formar discípulos que fossem capazes de continuar sua missão. Jesus formou discípulos pregadores, se assim não fosse a mensagem do Evangelho não teria atravessado dois mil anos.
É importante que o pregador tenha consciência da necessidade formar outros pregadores e se empenha neste trabalho.
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mac 16, 15)

<<< Como organizar a pregação >>>
  1. Considerações
Uma vez que a mensagem foi selecionada e sabemos qual objetivo precisamos atingir, devemos, então elaborar um plano, estabelecendo uma estratégia que nos permita chegar ao que propomos. Isso é o que significa organizar a pregação.
Uma mensagem, mesmo sendo muito boa, se desvirtua, se não está bem organizada, isto é, ela se perde numa pregação desorganizada. A organização da mensagem é como a tática que se deve seguir para ganhar uma partida de futebol. Pode-se jogar dando somente pontapés na bola; porém, as equipes que conquistam o título são as que tem a s melhores estratégias. Portanto chutar elementos, sem o mínimo de organização, não produz efeito nenhum. Existem diversas maneiras de se organizar uma pregação: exórdio, desenvolvimento e conclusão.
1º) Exórdio:
a)Introdução: tem como objetivo animar o auditório para ouvir o que irá ser pregado. Visa captar a tenção de todos e fazer com que se sintam privilegiados por estarem ali.
b)Motivação inicial: é a exposição geral do tema a ser pregado. Pode ser através de uma citação bíblica, mas não deve ser longa. Deve conter uma plano abrangente com três ideais, no máximo, para vitar dispersão e confusão.
2º) O Desenvolvimento:
É o corpo da pregação, sua parte mais longa. Nesta parte da pregação as idéias expostas anteriormente são trabalhadas uma a uma, buscando formar um “todo” compreensível ao auditório. Compõe-se de:
a) Enunciado: continuidade da motivação inicial. Deve conter de forma precisa e breve toda a mensagem que se quer dar.
b) Argumentação: explicação do que se deseja, alinhando argumentos que confirmam a mensagem, argumentos esses bíblicos, teológicos, filosóficos e vivenciais.
c) Aplicação: é a parte que valoriza a mensagem, pois o pregador inclui o auditório na pregação que está fazendo. Deve conter exemplos que tornam possível o que se fala.
3º) Conclusão
a) Resumo: reúne os temas pregados dando uma visão geral. Deve ser o “gancho” para o imperativo.
b) Imperativo: exortação final que contém: desafio, exortação, e chamamento. Deve provocar uma atitude no auditório em relação ao que se pregou.
c) Oração Final.
Esquema Geral:
Da passagem a ser pregada seleciona-se três versículos bíblicos, aos quais sob a ação do Espírito você julga ser o mais importante. De cada versículo extrai-se ainda uma palavra chave. Vale ressaltar a importância da pregação ter inicio, meio e fim, um alvo a ser acertado. Se o Tema é Senhorio de Jesus, no final da pregação a pessoa deve star motivada a ter Jesus como Senhor. Os versículos a serem trabalhados devem apresentar uma ordem lógica de raciocínio, harmonia e coerência.
As sub-chaves são as ideais desenvolvidas na chave principal. Depois na conclusão reapresentar rapidamente a lógica das três chaves e fazer em seguida o imperativo (desafio, exortação, chamamento)

I – INTRODUÇÃO
(parte única)
II - DESENVOLVIMENTO
1. ITEM (idéia chave)
a) Subitem
b) Subitem
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2. ITEM (idéia chave)
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3. ITEM (idéia chave)
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III – CONCLUSÃO
1. PERORAÇÃO
2. ORAÇÃO FINAL
2. A Inspiração
Deve-se contar com a graça de Deus para pregar, uma vez que este é um ministério sobrenatural. A inspiração (unção) se traduz na vida interior do pregador, por isso ele deve estar atento ao sopro do Espírito. O pregador não deve caminhar além daquilo que foi preparado, rezado e inspirado (I Cor 2, 1-5).
Fontes Primárias: Sagrada Escritura, Sagrada Tradição, Documentos da Igreja.
Fontes Auxiliares:
Experiência própria, experiência dos irmãos, Ciências Modernas (Antropologia, Psicologia, História, Medicina, Sociologia, Geografia, Botânica, Zoologia), Natureza, Fatos da Vida.
Meios de acesso às fontes:
- inspiração do Espírito Santo
Deus age através da nossa natureza (imaginação, criatividade, inteligência)
- revelação privada
- recordação do que aprendemos
- Livros espirituais
- Moção
Preparação da pregação:

Estar em sintonia com Deus (oração mental, louvor).
1. Perguntar a Deus o que ele quer que preguemos.
2. Esperar a resposta de Deus.
3. Formas de resposta de Deus:
- através dos dons carismáticos (ciência, profecia, imagens / visualizações)
- inspirações (idéias que recebemos do Espírito Santo, mas que não se enquadram na definição de profecia).
- moções (o Espírito Santo nos move, nos impele por meio da nossa natureza, colocando em nós desejo de fazer algo. É parecido com intuição. Na preparação do ensino ele nos impele para textos da Sagrada Escritura, de documentos da Igreja, de diversos livros espirituais, para fotos da vida, enfim para qualquer uma das fontes já citadas).
- Recordação: do que sabemos ou lemos.
  1. Anotar tudo o que pensamos que pode ser de Deus
  2. Discernir para saber o que é de Deus.
  3. Ver se as idéias estão de acordo com a sagrada Escritura, com a Doutrina, a Tradição da Igreja, o Magistério e se vai faze bem a comunidade.
  4. Organizar com o Dom da sabedoria o que foi anotado.
  5. Dependência total do Espírito Santo de Deus.
<<< Como pregar a mensagem >>>
1. Antes da Pregação
  1. Apresentação física:
Se o pregador se apresenta de qualquer jeito, com uma aparência descuidada (cabelos despenteados, roupa amarrotada, sapatos sujos, etc), isso pode ser um obstáculo para que as pessoas aceitem a mensagem. A apresentação do pregador deve ser adequada ao público que irá pregar.
  1. Reconciliar-se com Deus
Se a apresentação exterior é importante, a interior é muito mais. Para não dar brecha a nada, principalmente ao inimigo, o pregador deve perdoar e pedir perdão, purificar suas intenções e motivações, ou seja, deve estar em harmonia com Deus, buscando, então, “viver sempre contente; orando sem cessar; em todas as circunstancias dando graças a Deus”.
  1. Tempo
O pregador deve estar no local algum tempo antes do horário marcado não só para evitar correria, desassossego, perturbação, mas também para observar algum detalhe do local que possa aproveitar em sua pregação. Deve aproveitar ainda este tempo para ficar um momento a sós com o Senhor, se enchendo de Seu poder e Sua autoridade.
2. Durante a pregação.
  1. Tomar autoridade
Diante do auditório o pregador deve tomar autoridade no nome do Senhor. Se o público é grande ou não, se há autoridades religiosas presentes, tais fatores não devem perturbá-lo.
  1. A voz:
Usa-se a voz como a palavra escrita de um jornal que contém todo tipo de letra: pequena, grande, cursiva, normal, negrita. De igual maneira, há coisas para ser dita ora com força, ora com suavidade, ora lentamente, para chamar a atenção, realçar, enfatizar, aclarar. O pregador tem de saber dar ênfase onde é preciso, levantando ou abaixando a voz, dando uma tonalidade mais brilhante, e pronunciando bem as palavras para que as pessoas entendam o que ele diz.
É preciso ter cuidado para que a voz não seja demasiado estudada, pois parecerá falsa; não seja tímida, tremida nem insegura, para que não se apóie em vícios como: né? me entendem? Tudo que é artificial deforma a pregação.
  1. Os olhos
O pregador não deve voltar-se para uma janela, por exemplo, e olhar quem passa, pois isso distrai os ouvintes, como também pregar olhando constantemente o relógio, pois deixará os ouvintes incomodados. Veja as pessoas, passe seu olhar sobre todas. Não abaixe os olhos e nem o pregue no teto, mas, tranqüilamente, olhe nos olhos dos seus ouvintes vendo-os com tranqüilidade e serenidade. Fale sempre para os detrás, porque assim seu tom de voz torna-se mais forte. Se olhar somente os da frente seu tom de voz será mais moderado e nem todos os ouvirão. Falando para os de trás os da frente o ouvirão com certeza.
  1. O rosto
É necessário que o pregador suavize a expressão de seu rosto para que não assuste nem intimide os ouvintes, sendo coerente no que está fazendo. O rosto é reflexo do coração que deve estar sereno e transmitindo paz. Rostos enojados ou mal-humorados não são compatíveis com o ministério de pregador.
  1. As mãos
Devem servir para desenhar o que o pregador está dizendo. Portanto, nunca pregar com as mãos no bolso ou segurando algum objeto, para se ter liberdade de movimento.
  1. O corpo
Toda a sua pessoa é comunicadora de uma mensagem. Não exagerar com movimentos bruscos durante toda pregação, não coçar-se, não fumar e não mascar chicletes, não recostar-se numa coluna ou parede.
O pregador pode usar do espaço físico que ele tem para se movimentar, porém deve se ter o cuidado para não ficar de um lado para o outro durante toda a pregação.
  1. Os pés
O pregador deve colocar-se bem, mantendo os pés de forma que lhe de equilíbrio, tomando cuidado com o cabo do microfone.
  1. A respiração
É a bateria que alimenta de energia a voz, sendo porém para o pregador fator importante. Assim é conveniente antes da pregação respirar profundamente varias vezes.
  1. Tempo
É importante o cuidado com o tempo, evitando-se olhar no relógio a toda hora, e também ultrapassar o tempo com pregações longas.
Critérios para a avaliação da pregação

1. Saudar a assembléia
2. Apresentar-se
3. Oração inicial
4. Anunciar o tema
5. Ter um esquema básico
6. Ser direto
7. Ser atual
8. Falar claro
9. Usar bem a expressão corporal
10. Ter um tom de voz variado
11. Usar a Bíblia
12. Chamar a atenção da assembléia (Não é bronca)
13. Comunicar-se
14. Ser favorável na dicção
15. Testemunho de vida pessoal
16. Cumprir o tempo (não ser prolixo)
17. Atingir o objetivo proposto
18. Levar a assembléia a comprometer-se.


Anselmo Marciano


sexta-feira, 3 de agosto de 2012


Apascenta as minhas ovelhas!


 Por Lucimar Maziero
Coordenadora Nacional do Ministério de Formação/Grupo de Oração Javé Chammá
Em 2011, motivada pela moção de “lançar as redes”, a Renovação Carismática Católica buscou viver de forma ainda mais intensa o chamado missionário, envolvendo os Grupos de Oração e expressões carismáticas. Tal temática trouxe-nos um impulso renovado que nos levou a irmos em busca dos filhos de Deus, levando a Boa Notícia: Jesus Cristo está vivo, Ele é o Senhor, nos ama, salva e ainda hoje  realiza milagres e prodígios! Esse anúncio de salvação tem feito com que milhares de pessoas, espalhadas pelo nosso país, experimentem o amor incondicional de Deus.
Nesse sentido é importante destacar o papel dos Congressos Estaduais que motivaram a RCC do Brasil inteiro a caminhar guiada sob esse direcionamento. Vivemos uma grande convocação de norte a sul; de leste a oeste. Milhares de pessoas sendo chamadas a lançar as redes. Anunciar.Nas reuniões às sextas-feiras (antes de os eventos terem início), nossos líderes foram convocados a reafirmar o compromisso com a missão que o Senhor deu à RCC de evangelizar a partir do Batismo no Espírito Santo. 
Esses encontros com os coordenadores diocesanos e seus respectivos núcleos foram marcados por momentos de oração, vivência fraterna, formações e  partilha das Moções Proféticas para este tempo. Isso possibilitou uma atualização dos direcionamentos do Senhor e reforçou a unidade do Movimento, levando os participantes a avaliarem a visão organizacional e profética da RCC.

Todo esse mover de Deus proporcionou o fortalecimento da nossa identidade carismática, ampliou nossa visão. Podemos dizer que os encontros estaduais nos levaram a enxergarmos mais os sinais do Espírito na história do Movimento e, com isso, entendermos melhor quem somos e qual é o chamado de Deus para nós. 
Ainda dentro desse contexto, os eventos foram momentos de “consertarmos as redes” (cf Lc 5,2), como nos fala o texto bíblico que impulsionou nossos trabalhos durante este ano. Coordenadores foram convidados a refletir sobre sua liderança e todos os carismáticos foram incentivados a terem uma postura perseverante, lançando as redes da evangelização, do serviço, da doação sempre que for necessário. 
Podemos dizer, diante de tudo isso, que em 2011 nos tornamos mais fortes, mais unidos,  mais missionários.
O  operar de Deus tem promovido uma reconstrução em nosso meio.  Um povo novo está se levantando. E, dessa forma, estamos percebendo que Deus está nos concedendo a graça de enchermos a nossa barca de peixes. Ou seja, chegarmos ao coração de mais e mais irmãos que ainda não conheciam Jesus e que, a partir das nossas atividades missionárias, fizeram uma experiência do Amor de Deus.

Hora de pastorear
Sim, meu irmão, minha irmã, já é possível ver os frutos da caminhada deste ano. Com a graça de Deus, muitas pessoas foram tocadas durante as missões desenvolvidas pelo nosso Movimento e têm procurado os Grupos de Oração, retomado os sacramentos e a vivência nas paróquias. 
Tudo isso já é maravilhoso, mas certamente o Senhor tem muito mais para realizar em suas vidas. Diante dessa realidade, estamos entrando em uma nova fase na evangelização: a de refletir sobre como estamos tratando o rebanho do Senhor. Isso mesmo!  Somos chamados a viver o mandato “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15) e é por isso que esse será o tema que direcionará os trabalhos da RCC em 2012. Será um ano para cuidarmos das pessoas que estão assumindo seus postos, voltando para as pastagens do Senhor.
Quando falamos em apascentar, zelar, cuidar, estamos nos referindo ao pastoreio. O exemplo mais comum que nos vem à memória é o do pastor que cuida das ovelhas, assim como conhecemos pelo salmo 22, 1-3: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome”.
Refletindo sobre essa passagem, podemos perceber que pastorear o povo de Deus é cuidar para que ele chegue até as boas pastagens. Nós, que estamos envolvidos com trabalhos de liderança, somos impulsionados pelo Espírito Santo a tomar a responsabilidade de apascentar e vigiar as pessoas do nosso Grupo de Oração e do nosso ministério. Dessa forma, levar o povo às boas pastagens é dar alimento a ele. Significa que precisamos cuidar do que estamos oferecendo aos nossos irmãos. Qual a qualidade da formação e da oração que estamos ofertando? Eles estão sendo acolhidos em um ambiente de amor fraterno e diálogo? Perguntas como essas devem ser feitas periodicamente para que a nossa evangelização seja autêntica.
Pastorear também significa proteger as ovelhas dos falsos pastores, dos lobos que chegam disfarçados com o intuito de roubar a vida do rebanho. Roubar vida, no sentido de usurpar a vida nova, a vida no Espírito. 
Uma trajetória de amor
Vivemos um tempo de portas abertas no nosso Movimento. Penso que se pararmos um pouco para pensar, podemos observar as graças do Senhor no nosso meio: temos trabalhado para que nossas vidas sejam coordenadas pelo Senhor Jesus, para sermos um povo unido pela Palavra de Deus, que anuncia a Boa Notícia e semeia a Cultura de Pentecostes. Mas para que isso se consolide em todo nosso território nacional, os que exercem posição de pastores precisam trilhar a “trajetória do amor”. 
À medida que novos irmãos vão entrando em nossos Grupos é muito importante que busquemos conhecê-los. Precisamos construir uma atmosfera de acolhimento, respeito e amor fraterno na qual as pessoas se sintam à vontade para abrirem-se umas às outras. Como nos ensina a Palavra, o pastor precisa conhecer as ovelhas do seu redil para cuidar delas. Já as ovelhas, precisam reconhecer a voz do pastor para poder segui-la.
Nessa dinâmica, são os líderes que iniciam a busca, pois os que estão perdidos não conseguem se encontrar. Para tanto, a metodologia de trabalho deve contemplar organização e amor-doação. Com um planejamento, aqueles que são pastores traçam orientações para a sua ação, definem o que deve ser feito e aonde se quer chegar.  Entretanto, só estratégia não é suficiente. Para evangelizar e pastorear é preciso agir com amor. Somente assim é possível atingir os mais diferentes tipos de públicos e conhecer as peculiaridades de cada ovelha.
Depois de toda busca é necessário saber para onde conduzimos esse rebanho. E o primeiro papel do pastor é alimentá-lo com aquilo que é necessário para o seu crescimento espiritual e humano. Assim, a oração e a formação irão fortalecer as ovelhas e devem provocar nelas o desejo pela santidade.

O exemplo de Pedro
A atitude dos pastores é de extrema importância no mandato “apascenta minhas ovelhas”. O exemplo de Pedro nos ajuda no exercício do pastoreio. Os pastores devem orar pelas necessidades de seu rebanho e dar a eles aquilo que recebem do mestre. Foi o que Pedro fez. A Bíblia nos narra que ao encontrar um coxo na porta do templo, Pedro exclamou: “ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou, em nome de Jesus levanta-te e anda.” (cf. Atos 3,6).
Acima de todas as coisas, o que recebemos de Deus é o amor. Por isso, cuidar, zelar e apascentar exige amor. E dentro do nosso cotidiano, precisamos buscar formas simples de demonstrá-lo para quem está a nossa volta.
Pequenos atos como telefonar para aqueles membros do Grupo de Oração que estão faltando às reuniões, visitar a casa de quem tem algum familiar doente, dar atenção a todos sem distinção, organizar momentos de convivências fraternas entre os membros do Grupo são de extrema importância. Esses pequenos gestos podem nos garantir grandes resultados.
Essa é uma primeira reflexão a respeito desta temática. Durante todo o ano de 2012, iremos falar mais sobre isso, partilhar experiências, e também refletir sobre o papel de cada um que viveu a experiência do Batismo no Espírito Santo tem nesse mandato; Afinal todos nós somos chamados a amar, a cuidar, a zelar, proteger alguém. Somos responsáveis uns pelos outros. Ninguém esta isento dessa missão.
É importante que nos autoavaliemos e a partir daí busquemos meios de melhorar o serviço que prestamos ao nosso Senhor por meio de suas amadas ovelhas.

Não fique Doente....

Fale de Seus Sentimentos.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos “segredos”, nossos erros...
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!

Tome Decisões!

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões.
Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Busque soluções!

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.
Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Somos o que pensamos...

O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Não viva de aparências!
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas.
São pessoas com muito verniz e pouca raiz.
Seu destino é a farmácia, o hoje.

Aceite-se!

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos.
Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.
Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia...

Confie!
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras.
Sem confiança, não há relacionamento.
A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus...

Não viva sempre triste.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa.
A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
"O bom humor nos salva das mãos do doutor".
Alegria é saúde é terapia!

Dr Drauzio Varella.